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Como todas as pequenas comunidades de cariz rural, as origens de Santo António da Charneca são imprecisas. A sua história, enquanto pequeno grupo humano e social num meio rural, é também a história do símbolo em torno do qual se estruturou comunitariamente, memória da construção da capela.

Será em redor desta que, por referência, encontraremos a história de Santo António, pelo menos até meados do século XVIII, altura em que algum crescimento populacional aliado a um incremento nas formas de exploração da terra tornam-se em factores reivindicados do estatuto de moradores no lugar de Santo António da Charneca.

A fundação de um capela em Santo António - pólo aglutinador de todo o povoamento vizinho - é anterior ao sec. XVIII, data que se generalizou como a da provável formação de povoado.

É aqui que a história se mistura com a lenda e com base no registo da tradição oral, a construção da capela deveu-se à imperiosa vontade da imagem do Santo António de voltar sucessivamente ao lugar onde fora encontrada, a fim de lhe ser prestado culto.

Ergueu-se então uma pequena ermida dedicada a Santo António, que, segundo Silva Pais, se ficou devendo à filantropia de um fidalgo local, ao qual pertencia a Quinta do Corvo.

As primeiras referencias que encontrámos sobre Santo António da Charneca indicam efectivamente que a construção de uma ermida no lugar se ficou a dever à acção benemérita de dois fidalgos irmão, Afonso e Álvaro Monteiro, na quinta que o primeiro aí possuía, por volta de 1520.

Em 1523 a dita ermida, então no termo da vila de Alhos Vedros, é visitado pela Ordem Espatária, cuja descrição refere o altar com a imagem de Santo António.

Afonso Monteiro, a quem pertencia, ocupou o cargo de receber dos fornos de Vale de Zebro nos anos de 1505 a 1507, tendo adquirido a quinta para sua residência. Mais tarde irá vendê-la a Diogo Barbudo, outro oficial dos fornos reais. Em 1553 é feita nova visita à Capela de Santo António pela Ordem de Santiago, tendo ficado registado o facto do novo dono ter ficado obrigado à sua manutenção.

O topónimo "da Charneca" que aparece escrito pela primeira vez em 1564, demonstra o tipo de exploração económica persistente na zona. 

No Dicionário Geográfico de Pe. Luís Cardoso de 1752, aparece assim referenciado: "... Tem mais uma ermida da Charneca, e que se festeja o Santo com uma festa anual de devoção ...". A existência de tal festividade cíclica vincula já a Santo António uma noção comunitária.

Em 1802 aparece-nos o primeiro documento demonstrativo da criação de um aglomerado com 32 fogos, fomentado pelo acréscimo de mão-de-obra que os trabalhos na lavoura dos campos, pinhais e vinhedos incentivaram. A capela da Coroa - à qual Santo António pertencia - estava dividida em dois casais, parcelados por fazendas aforadas, que fixavam a população rural nos trâmites do povoamento local, baseado na solidariedade existentes entre as quintas e as fazendas.

Já no séc. XX, a Ermida de Santo António extinta da sua função - como muitas outras - com o advento da República, em 1910, iria o seu recheio ser vendido em hasta pública, em 1911. Em 1915 é arrendada à Câmara Municipal do Barreiro, que aí instalou um posto médico.

 


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