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Começa em Lisboa como marçano, voltando contudo a Santo António onde se estabelece já como merceeiro. Mas não ficará por aí, deslocando a sua actividade para o Barreiro, onde instalará uma padaria. Este último negócio abrir-lhe-á as portas da sociedade barreirense, pelas relações que trava com os donos da indústria moageira, então fértil, tornando-se num comissário lucrativo nas transações de compra e venda de cereais.

Depois de uma tentativa profícua no negócio da moagem, lança-se à conquista do contrato da carne da Câmara Municipal de Lisboa, onde vence a oposição dos tradicionais negociantes, conseguindo fazer uma das maiores fortunas do país. A partir daí a sua actividade desdobrar-se-ia em múltiplos sectores, embora quase sempre ligados à agricultura.

A má fama que granjeou adveio-lhe da indústria de adubo mineral que implantou em Coina, cujo cheiro nauseabundo e carácter poluente Ihe trouxeram a impopularidade e o apodo de "Rei do Lixo".

O seu nome ficaria para sempre ligado a Coina, onde adquiriu a quinta do Manique, e ai ter iniciado a construção da famosa "Torre" que é sem dúvida o melhor ex-libris da povoação.

Conhecido também por "Martins de Coina" funda a "Companhia da Agricultura de Portugal", mas é como "Martins das Carnes" que abastecerá Lisboa com este produto. Embora figura apagada na política, revelou-se republicano convicto, anti-clerical e, provavelmente maçónico . Foi amigo de figuras como Casimiro Freire, Eusébio Leão e António José de Almeida (que foi Presidente da República), os quais promoveu no círculo eleitoral do Barreiro.

Martins Júnior foi ainda proprietário da praça de touros do Barreiro (1906), o que o obrigava a pagar à Misericórdia da então vila um tributo por cada corrida. Será a esta mesma Misericórdia que Gomes Júnior deixará 500 contos — quantia bem razoável na altura — para que se mantivesse em Coina uma escola para ambos os sexos, o que revela uma faceta sua pouco conhecida.

Foi ainda Manuel Martins Gomes Júnior, que doou a casa onde foi fundada a Sociedade Filarmónica União Agrícola — 10 Dezembro, colectividade centenária (1898), sita numa das principais ruas da localidade à qual foi atribuído o seu nome.

Faleceu em Lisboa, a 9.11.1943.

(Texto elaborado com base no livro "Santo António da Charneca — Apontamentos Históricos" e "Barreiro Antigo e Moderno" de Silva Pais)


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